rescemos em lugares e culturas totalmente diferentes. Levou inúmeras coincidências, um milhão de decisões e uma pandemia global para nos conhecermos.

Tom, filho da Reneé & Marcel, e David & Shasta, irmão do Joe e da Lily, nasceu e cresceu em Los Gatos, na Califórnia. É uma cidadezinha de 30 mil pessoas do lado das montanhas de Santa Cruz. Parece direto de uma comédia romântica americana. Um monte de prédios baixos de tijolinho, um cinema com cara de anos 50, uma livraria sempre ocupada e sorveterias tradicionais.
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Bea, filha da Marília e José Guilherme, cresceu no Rio de Janeiro. Uma cidade gigante com 13 milhões de pessoas, entre o oceano, grandes montanhas e florestas tropicais. O Rio tem uma beleza caótica, e o que falta de organização é compensado com alegria e vivacidade.

Tom estudou na Los Gatos High, uma escola que é idêntica ao High School Musical. Eles até têm o mesmo mascote, os Wild Cats! Enquanto isso, a Bea estudou no Colégio Santo Agostinho, que tem fama de ser um dos colégios mais rigorosos do Rio.
Aos 15 anos, o Tom precisava sair de fininho de casa para ir para casa dos amigos depois das 22h. Em Los Gatos, um menor de idade andando sozinho na rua depois desse horário seria levado de volta pra casa pela polícia – acreditam? Já a Bea estava em festas de 15 anos até as 4 da manhã, quando os seus pais, Guilherme e Marília, iam buscá-la cheios de sono.
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Embora eles amassem as suas respectivas cidades, os dois estavam curiosos para explorar outros lugares. Tom foi criado com muita influência da ascendência italiana de Renee, sua mãe. Também teve a influência de seu padrasto Marcel, que é suíço. Eles levaram o Tom para viajar na Europa desde que ele tinha 10 anos. Ele adorou a animação da Alemanha, as aventuras nas montanhas de Bern, na Suíça, e a arquitetura linda de Paris. Suas experiências foram tão marcantes que ele resolveu estudar International Studies & Business na University of Oregon.


Esse foi apenas o início de muuuuitas viagens. Ele passou um ano aprendendo francês em Paris e mochilando pela Europa. Alguns anos depois, viajar virou literalmente o seu emprego quando ele foi trabalhar na área de vendas do Hotel Tonight, uma empresa de hotelaria que requisitou que ele viajasse por tudo quanto que é canto nos Estados Unidos. Depois da HotelTonight, ele foi morar na Barcelona para fazer um bootcamp de programação e mudou de carreira para computação e empreendedorismo.
A primeira experiência internacional marcante da Bea aconteceu quando ela tinha oito anos. Seu pai foi transferido para trabalhar em East Hartford, Connecticut, e trouxe ela e sua mãe junto por 6 meses. Embora não soubesse meia palavra de inglês, Bea saiu falando fluentemente e com uma paixão pelos EUA e a sensação de infinitas possibilidades que ela sentiu lá. Ela voltou para o Brasil com sonhos de voltar para os EUA e ter uma carreira criativa como seus heróis na Disney e Pixar.
Muitos anos depois, Bea foi pra PUC-Rio estudar Design de Mídias Digitais. Não foi o mundo ideal para seus pais e professores já que não havia tanto mercado para a carreira de animação na época. Preocupada que só conseguiria vender arte na praia, Bea começou a procurar estágios assim que entrou na faculdade. Entre várias outras tentativas, ela aplicou para um novo estágio meio desconhecido na época que ensinava alunos a programar e fazer aplicativos para iOS. Mal sabia ela que era um programa feito em parceria com a Apple que transformaria a sua carreira.
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Ela ficou surpresa ao descobrir que amava o que a programação proporcionava, e começou a viajar para a Califórnia para ir às conferências de desenvolvimento da Apple. Uma de muitas coincidências engraçadas é que a primeira vez que ela foi para a conferência, ela estava a dois quarteirões do escritório do Tom em São Francisco. Por pouco não nos esbarramos.
Depois de anos aprimorando seus skills, ela conseguiu seu emprego dos sonhos na Apple em Cupertino. Ela também teve a sorte de ser selecionada na loteria para o visto de trabalho americano na primeira tentativa. Foi muita sorte – isso foi logo antes do lockdown, então se ela não tivesse ganhado, ela provavelmente não teria entrado nos EUA por mais dois anos.
Ao mesmo tempo, Tom estava na busca de uma mudança de ares e planejava se mudar para Paris permanentemente. No entanto, a pandemia acabou com esses planos já que todas as fronteiras fecharam para viagem internacional. Ele interpretou isso como um sinal e se mudou de volta para a sua cidade de origem, Los Gatos, e realizou um dos seus sonhos de vida de criar sua própria empresa, TopKey.
Finalmente, estávamos no mesmo lugar ao mesmo tempo. Ou quase… quando demos match no aplicativo, o Tom estava viajando pelos Estados Unidos por cause da TopKey. Nos falamos por videochamada por um mês antes de nos conhecermos pessoalmente. Quando finalmente nos encontramos ao vivo e a cores, ficou claro que estava rolando bem mais do que uma amizade.

A pandemia foi uma ótima desculpa para passar praticamente cada segundo juntos. Passamos horas desenhando, escutando música e tocando violão, jogando vôlei de praia, comprando plantas e jogando nintendo 64. Nos mudamos para o mesmo apartamento e descobrimos um amor compartilhado por decoração e placas neon. Eventualmente, compramos nossa própria casa e estamos cada dia colocando mais amor e cuidado para deixá-la do nosso jeitinho.


Uma das nossas atividades favoritas é passar tempo com as nossas famílias. Já passamos por várias aventuras com o David e a Shasta (pai e madrasta do Tom) em Las Vegas, Joe e a Molly (irmão e esposa dele) em Seattle, Renee e Marcel (mãe e padrasto) em Santa Cruz, e o vovô Joe e vovó Barb em Paradise.




Conforme as fronteiras se abriram, andamos viajando para o Brasil pelo menos dois meses do ano, e o Tom encaixou direitinho na sua nova família brasileira. Vamos pra Búzios com o José Guilherme e Mari, pais da Bea, e eles também vem pra Califórnia turistar com a gente. Já passamos o Natal juntos nos dois países. Dora, a vó da Bea, sempre faz coxinha, a comida brasileira favorita do Tom, quando ele vem.



Também já viajamos para Paris e Bern juntos com a Renee, Marcel, Joe e Molly. Comemos croissant de chocolate até rolar, vimos os jardins do Monet em Giverny, fomos até o topo dos Alpes Suíços, e fizemos uma celebração à vida da mãe do Marcel em Bern.

Também nos casamos no cartório no SF City Hall por motivos legals e recebendo família e amigos que moravam pesto.

Recentemente, a Renee e o Marcel também vieram conhecer o Rio pela primeira vez. Já viraram cariocas!
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Tiramos a sorte grande ao nos conhecermos, e mal podemos esperar para oficializar e comemorar nossa história de amor com vocês!